Procuram se homens e 54294

Diante de tamanho sofrimento, sobre o que eu poderia escrever ao retomar esta coluna, passado um curto período de férias? Nós sabemos quem. Contatos pessoais, apenas com o círculo familiar mais próximo. Uma é visual; a outra, sonora.

'Todo mundo vai morrer'

Constituíram família e seus filhos nasceram na cidade, inserindo-se aos poucos no segundo espaço social. Fala de forma fluente sua língua materna. Limpou sozinha o terreno e, nesse período, conheceu seu ex-marido, pai de quatro de seus cinco filhos, com o qual passou a morar. A conquista desse terrento torna-se um marco, o seu plaga, pois cessa o ciclo itinerante que Ana percorreu desde que chegou a Manaus, como ela mesma apresentou no mapa de sua trajetória. Costuma refrescar que vive no que é dela. Além dos conflitos intraconjugais, destaco em sua fala a rede de respondência de reciprocidade que mantém com suas vizinhas. A partir do lugar que é dela, seu terreno e sua casa, decidimos apresentar ao longo desse texto o que Ana diz a respeito de sua vida em Manaus. Quando é convidada, participa das reuniões e demonstra gostar muito de viver esses momentos, estar junto com outros indígenas, falar a língua e saber notícias.